quarta-feira, 29 de junho de 2011

É neste mundo que vivemos - Por que não torná-lo melhor?

Precisamos pensar assim o Planeta
Duas matérias me chamaram a atenção nesta quarta-feira, ambas cuidando de questões da religiosidade. Na primeira, o autor chama a atenção para a questão do fundamentalismo religioso, mas com muita acuidade, chama a atenção também para igual fundamentalismo nos que propalam o consumo desenfreado e nos que absorvem o lixo cultural e todos os subprodutos da mídia, sem discernimento nem controle.

Na segunda matéria, o autor aborda a série questão do preconceito e, creio que com certa ironia, cita uma deputada do Rio de Janeiro, hoje missionária católica, propagando a expressão "orientação sexual pedófila". Digo que creio (isto é uma opinião pessoal, pois não existe esta expressividade no texto) que a citação carrega certa carga de ironia, em razão de fatos passados na vida desta pessoa, que contraria a orientação da doutrina católica.

Transcrevo as duas matérias, com a citação das respectivas fontes ao final de cada uma e concluo com uma breve reflexão pessoal sobre ambas, submetendo a apreciação do leitor, para, caso queira, contribuir com sua opinião sobre tais assuntos através de comentários à postagem.  

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Quarta, 29 de junho de 2011, 08h16
Nem tanto a Deus, nem tanto ao Diabo
Ronaldo Correia de Brito
Do Recife (PE)
Entre os noventa alunos que participam da conversa com o escritor, um parece exceder a inquietação comum aos adolescentes: agita-se na cadeira, faz pose de quem vai abandonar a sala, olha o convidado com jeito ameaçador. Alguns estudantes pedem ao palestrante que leia contos do livro estudado em classe. O escritor escolhe um ao acaso, sobre um metrossexual de hábitos perversos. Os rapazes e as moças riem, mas o jovem hostil quase pula do assento. O conto seguinte narra o processo de encantamento de uma pessoa que se transforma em lobisomem. Um frêmito percorre a sala, a garotada ri para distensionar, aplaude ao final da leitura.
Duas horas se passaram, os alunos se despedem na biblioteca improvisada em auditório, fazem fila para cumprimentar o palestrante. Chega a vez do rapaz inquieto e ele entrega um impresso igual aos que distribuem nos sinais de trânsito e nas enfermarias dos hospitais: "Jesus Cristo é a salvação", proclama o panfleto. O escritor recebe o papel e compreende a recusa do jovem aluno à sua fala, aos seus contos e ensinamentos. No retorno ao hotel, pensa que o mais justo teria sido perguntar aos alunos se desejavam ouvi-lo. Um professor informou-o que a atividade literária não era obrigatória e o rapaz poderia ter optado por não comparecer à biblioteca. E se o conteúdo estudado entrasse nas questões das provas escritas? Isso criaria uma obrigatoriedade?
O jovem indignado era membro de uma das dezenas de igrejas evangélicas que funcionam no Brasil, um dos milhões de pentecostais que lêem a Bíblia e recusam outras formas de saber. Ele põe em cheque os programas didáticos das escolas públicas e privadas, pois algumas dessas igrejas proíbem a leitura de qualquer outro livro que não seja a História Sagrada, proíbem assistir cinema, ver televisão e participar das festas do calendário brasileiro. Como sugerir a essas pessoas a tarefa de ler Madame Bovary, ver no cinema Cisne Negro ou assistir a um documentário na televisão? O escritor perdeu o sono refletindo sobre as dificuldades em educar as pessoas num país com tanta diversidade religiosa, étnica, cultural, econômica e social. Até onde vai o poder do Estado em normatizar o ensino? E as igrejas, qual o poder delas além de eleger políticos?
A recusa ao saber, mesmo científico, é frequente nas seitas religiosas. Como avançaremos na educação e na cultura, se o simples ato de ler é demonizado? Há uma atitude fundamentalista nessa recusa. Como existe igual fundamentalismo nos que propalam o consumo desenfreado e nos que absorvem o lixo cultural e todos os subprodutos da mídia, sem discernimento nem controle. Esses se apegam com igual fervor às culturas de massa, desprezando outras formas de conhecimento, pois se acham saciados e encharcados. A infecção dos membros da segunda seita me parece igualmente calamitosa, o vírus circula por todas as classes sociais, é de alto poder de contágio e torna as pessoas arrogantes de inutilidades, como são arrogantes o que se dizem investidos da Palavra de Jesus.
Nenhum vidente imaginou que as religiões ainda ocupariam pauta no terceiro milênio. Mas elas estão fortes como na Idade Média, em cruzadas modernas, fogueiras simbólicas, fundamentalismo, ortodoxia, culto hedonista, louvor a Baal. Na França e no Brasil, no Irã e em Israel, no mundo mais plastificado. Variam apenas os ícones do problema. Reimprimiram gravuras da luta entre o bem e o mal, deus e o diabo. E os links entre Igreja e Estado causam os nós de sempre, a náusea na educação e na cultura.
Ronaldo Correia de Brito é médico e escritor. Escreveu Faca, Livro dos Homens e Galiléia.
Fale com Ronaldo Correia de Brito: ronaldo_correia@terra.com.br
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Quarta, 29 de junho de 2011, 08h18
Cruzada religiosa combate direitos civis dos gays
Marcelo Semer
De São Paulo
O vereador Carlos Apolinário, ligado à Assembléia de Deus, apresentou proposta para criar em São Paulo, o dia do "orgulho hetero", levando o projeto para votação às vésperas da Parada Gay.
A Marcha para Jesus virou palco de repúdio à decisão judicial que garantiu a união estável homoafetiva, tendo como principal estandarte que "o verdadeiro Supremo é Deus".
A deputada Myriam Rios, hoje missionária católica, fez pronunciamento na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro propagando a expressão "orientação sexual pedófila". Dizia ter medo da proximidade de uma babá lésbica a filhas pequenas ou do assédio de um motorista travesti sobre seus meninos.
Porque a incorporação de direitos civis aos homossexuais está incomodando tanto assim aos ativistas da religião?
Não são eles os primeiros que deveriam se destacar pela defesa do amor, da solidariedade e do abrigo aos mais vulneráveis?
Onde estão as tradicionais preocupações com desigualdades sociais e manifestações de fraternidade?
Há quem diga que os grupos religiosos se sentiram intimidados com a proposta de criminalizar a homofobia.
Paradoxo dos paradoxos, pois a punição do preconceito é justamente o combustível para a liberdade de crença.
Em algum lugar do mundo, membros das mais diversas religiões já sentiram na pele o terror do preconceito e da intolerância. Como reproduzi-lo, então?
Depois da decisão do STF que autorizou a Marcha da Maconha, reconhecendo o legítimo direito à manifestação, muitos disseram em um misto de birra e revolta: se vale defender a maconha, vale falar qualquer coisa. Acabou-se a mística da homofobia.
É uma idéia equivocada.
Como bem explicou o ministro Celso de Mello, em voto primoroso, a liberdade deve ser garantida para expressar os mais diversos pensamentos. Mas nunca para ferir - o Pacto de San José da Costa Rica, que o país subscreveu, exclui do âmbito protetivo da liberdade de expressão todo estímulo ao ódio e ao preconceito.
Propor a legalização da maconha é legal. Dizer que os homossexuais são promíscuos, não.
Reverenciar o "orgulho hetero" também não é o mesmo que fazer uma parada gay - assim como prestigiar a consciência negra não se equipara em louvar o "orgulho branco", típico dos sites neonazistas.
A diferença que existe entre eles reside na situação de poder e de vulnerabilidade.
Os movimentos negros e gays se organizam pela igualdade e procuram combater a discriminação - o "poder branco", memória do arianismo, busca exatamente reavivá-la. Não quer igualdade, quer supremacia.
Basta ver que a proposta do "orgulho hetero" se impõe como um resgate da "moral e dos bons costumes", tal como uma verdadeira cruzada.
Por fim, mas não menos importante, a absurda vinculação entre homossexualidade e pedofilia.
Não é grave apenas pelo que mostra - um profundo desconhecimento da vida. Mas, sobretudo, pelo que esconde.
Jogar o defeito no outro, no diferente, naquilo que não nos pertence, é o primeiro passo para esconder o mal que nos cerca, e assim evitar sua punição.
Em vinte e um anos de judicatura criminal, vi inúmeros padrastos molestaram sexualmente suas enteadas, tios violentarem suas sobrinhas e até mesmo pais condenados por estupros seguidos em meninas de menos de dez anos. Na grande maioria dos casos, os crimes são praticados por heterossexuais.
Não se trata de tara, perversão ou qualquer outro atributo de fundo moralista. É simplesmente violência.
Misturar as estações não é ruim apenas por propagar um preconceito infundado. Mas por nos distanciar do problema e, em consequência, da solução.
Quando um dogma supera as lições que a vida nos traz, quando o apego à filosofia é maior que o amparo a dor, quando até o sempre solidário cerra os punhos, um sinal de alerta se acende.
É preciso relembrar que somos todos humanos.

Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho" (LTr) e autor de "Crime Impossível" (Malheiros) e do romance "Certas Canções" (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.

Fale com Marcelo Semer: marcelo_semer@terra.com.br


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As duas situações tratadas nas matérias são assuntos atuais e que vem suscitando discussões, polêmicas e acusações, estas praticadas de ambos os lados daqueles que se posicionam ou contra ou a favor de uma das partes envolvidas.

Na minha modesta visão, algumas coisas precisam ser revistas, tanto de um lado quanto do outro e, também, pelo Estado, que de uma forma ou de outra, está envolvido em tais questões, em seus três poderes: executivo, legislativo e judiciário.

Com relação à questão liberdade religiosa, ela é hoje uma garantia constitucional, ou seja, todo cidadão brasileiro tem o direito de escolher a sua opção religiosa ou não escolher nenhuma. Escolher uma opção religiosa significa, em última análise, seguir os preceitos desta religião, desde que não contrariem a moral e os bons costumes e nem se configurem em delitos previstos nos diversos diplomas legais.

Por outro lado, a legislação brasileira pune os pais que se descuidarem da educação de seus filhos, ou seja, não se pode deixar que os filhos permaneçam analfabetos ou que não frequentem os bancos escolares, sob pena de se cometer o delito de “abandono intelectual”.

Isto, como a autor deixa claro, aparentemente cria uma oposição entre a liberdade religiosa e a obrigação de educação dos filhos.  

Cria também uma oposição entre a liberdade religiosa e a liberdade cultural (ou não cultural, sem esquecer que escolaridade e cultura têm significados diferentes).

Quanto ao preconceito abordado na segunda matéria, evidencia-se o radicalismo de ambas as correntes, que colocam em xeque princípios básicos da maioria das religiões, principalmente as cristãs, tais como o amor ao próximo, a caridade, a fraternidade, a solidariedade, entre outros.

O que me parece que se sobressai de tudo isso é falta de discernimento e a prática da intolerância.

Discernimento para se atentar que o mundo, no seu aspecto social, evolui. Mercê da capacidade intelectual do ser humano, na sua busca constante por bem-estar, por liberdade e por sentido de dignidade (que lhe confere o direito de opção entre vários estilos ou modos de vida), a vida social e familiar foi se fragmentando de tal forma que é muito comum nos dias atuais uma família conter entre seus membros pessoas de religiões diferentes, de opções sexuais, intelectuais e culturais diferentes, que vão formar grupos sociais em conformidade com suas religiões e suas opções de vida.

Atentos aos novos e atuais conceitos de liberdade e de dignidade da pessoa humana, tais grupos, se colocam com legitimidade para defenderem seus modos e estilos de vida. De outro lado, aqueles grupos que poderíamos designar como tradicionais, que se caracteriza por estilos e modos de vida que derivam da manutenção de uma tradição herdada se colocam com legitimidade para também defenderem estes estilos e modos de vida. Aqui entra em cena a falta de discernimento, pois ao se colocarem na defesa de seus princípios, passam a atacar os contrários (utilizando uma expressão da cristandade) como se fossem os demônios e vice-versa. Daí para o radicalismo de posições é um pulo.

Se pararmos para discernir as coisas, tudo poderia ser muito diferente. Se o que realmente contasse para solucionar os conflitos, as contradições e os impasses fossem a caridade, o respeito e a prática do amor, tudo se ajeitaria e poderíamos viver e conviver em paz.

Religiões existem desde que o mundo é mundo. Sempre foram diversas e em geral, umas contrárias as outras. Se acreditamos na existência de um Criador e que as coisas, pessoas e animais do mundo são suas criaturas, não é preciso sequer usar a inteligência para saber que o criador jamais quererá a destruição de suas criaturas. Para os que acreditam que o mundo é obra do acaso, é preciso lembrar que este dito acaso resultou de uma harmonia surpreendente para ir criando os minerais, os animais, os seres humanos, o universo enfim. Ora, harmonia pressupõe um desenvolvimento pacífico, concatenando entre si eventos que foram dando origem a tudo que existe no mundo e se a harmonia casual criou, não foi para a autodestruição, mas para a própria evolução e aperfeiçoamento.

Seja qual for a crença a que nos afiliamos, descobrimos, se formos honesto conosco mesmos, que a perfeição do viver será sempre o objetivo final.  

Com relação à questão do homossexualismo e suas variantes, não foi diferente. Creio que ele existe desde que surgiram os primeiros seres viventes no planeta. Ele aparece nas mais antigas literaturas. De um modo ou de outro, ora aceito, ora, rejeitado e atacado, o homossexualismo é uma realidade da própria humanidade. Ah, mas ele é contrário à família tradicional. Sim, claro e evidente que ele é contrário à família tradicional, mas esta “família tradicional” não é ocupante exclusiva do planeta. Se o homossexualismo existe desde sempre, seja qual for sua origem (biológica, psicológica ou de simples opção) será que não podemos pensar que ele também resultou da vontade de um Criador ou da própria harmonia da criação casual?

Na mesma linha de raciocínio, poderíamos pensar a questão do preconceito racial. A diversidade de raças não pode ter resultado da vontade de um Criador ou da harmonia da criação casual?

A assim por diante... se pararmos para atentar a tudo isto, veremos que não existe campo para o fundamentalismo, para o radicalismo de posições. Tanto de um lado quanto do outro, a prática da caridade será a grande chave para solucionar todos estas questões.

Não deveria existir em nenhuma religião (onde a prática da caridade surge sempre como um dos princípios básicos), qualquer resquício de radicalismo e fundamentalismo. Se a intelecção do ser humano atingiu o estágio atual, temos que acreditar que isto foi obra do Criador, que esta evolução do ser humano sempre esteve em “seu pensamento” ao criar o mundo. Não fosse assim, ele não nos teria dotado de inteligência.  De forma que uma religião se apegar à literalidade de seu texto sagrado e esquecer que ele foi escrito em contexto muito antigo e totalmente diverso do atual, dirigindo-se a pessoas daquele tempo, é praticar um radicalismo absurdo, totalmente divorciado da própria intenção do texto, pois que, ao aplicar ou aconselhar tal e qual medida ou regra, o texto estará dizendo: para está nossa época foi assim, em razão do que aqui acontecia; mas atualize este texto para utilizá-lo em sua época. Na Torah, que narra a caminhada do povo judeu, vemos que intrinsecamente existe esta atualização na evolução histórica. Acontece que em determinada época, por decisão dos Sacerdotes  e dirigentes do povo judeu, ela foi considerada pronta e acabada e não se inseriu nenhum dos escritos posteriores; o mesmo se pode dizer da caminhada do povo cristão, que tem na Torah seus escritos primeiros, e se transformou, com alguns acréscimos, no Antigo ou Primeiro Testamento e no Novo ou Segundo Testamento, seus escritos finais, que também teve a mesma sorte da Torah, quando a sua conclusão.

Acontece que o mundo não acabou ali. Inúmeros outros escritos surgiram no decorrer do tempo, ligados ou decorrentes das várias religiões, que não foram incorporados aos textos sagrados, mas que acompanharam a evolução de mundo que, em última análise, deve estar necessariamente na vontade de seu Criador.

De forma que se proibir a leitura de obras outras que não o texto sagrado da respectiva religião não tem o menor sentido e, agir ou se posicionar tal e qual as ações e posições descritas nos textos para aqueles tempos é praticar um fundamentalismo tolo e sem nexo. Sem nexo com o presente e com a vontade do Criador, consubstanciada na evolução da intelectualidade do ser humano.

Mas, ainda que se queira preservar este modo de pensar, fundamentalismo maior será querer impô-lo aos demais. Preservar suas tradições religiosas está dentro de sua liberdade religiosa, mas querer impô-las a quem quer que seja, está em franca oposição ao atual modo de pensar a liberdade e a dignidade humana da maioria dos seres que compõem a humanidade.

Assim também há que se pensar a questão da homossexualidade. Se por um lado, se deve respeitar a opção sexual das pessoas, por outro estes devem respeitar aqueles que são adeptos do tradicionalismo. Apenas para citar uma possibilidade ou um exemplo muita latente: não existe motivo algum, a meu ver, para os tradicionalistas combaterem a regularização civil da união entre homossexuais; mas, em contrapartida, também a meu ver, não existe o menor fundamento para que os defensores desta regularização a denominem de casamento e, menos ainda, que exijam a sacramentalidade desta união de qualquer religião que a ela se oponha. Para o campo religioso, casamento tem uma especificidade muito profunda: é a união entre o homem e a mulher com a finalidade de constituição familiar e procriativa. Ora, se o objetivo maior que é perseguido, qual seja, a regularização civil da união homossexual foi obtido, para que exigir que os religiosos contrariem suas crenças e dogmas se nenhum benefício irá advir desta exigência. Da mesma forma, a união homossexual civil, embora confronte as crenças e dogmas de diversas religiões, não as prejudica, não havendo razão para radicalizar e potencializar ataques a esta norma civil, principalmente quando se sabe que tais uniões sempre existiram de fato.

Outro fator me acorre: quando em uma família dita tradicional e defensora ferrenha dos valores morais e religiosos surge a homossexualidade em algum de seus filhos, o posicionamento, em geral, muda drasticamente. De forma que, por cautela, não é aconselhável “cuspir para cima”, ou seja, muitas vezes é mais salutar ser comedido e mais compassivo com as coisas que nos são, por princípio, absurdas ou incoerentes.
Parece-me muito claro que a melhor forma de lidar com estas questões é a prática, de ambos os lados, da caridade e do amor incondicional pregado por Cristo durante toda sua vida pública. Na caridade podemos buscar o discernimento necessário para lidar com tais questões, com lealdade e sinceridade. Sem preconceitos, sem falsos idealismos, sem radicalismos e fundamentalismos.

Afinal, queiramos ou não, estamos todos no mesmo barco, este planetinha insignificante se comparado ao universo, mas que nos abriga e, por ora, é o único que abriga vida inteligente e o único onde podemos viver. Então por que não tornar a nossa navegação mais tranquila, mais suave e menos tumultuada em nossas relações com os demais passageiros. Nosso destino final não é segredo para ninguém. A viagem de cada um termina antes que este barco atinja seu destino, se é que ele tem um destino. Só depende de cada um de nós fazer uma viagem tranquila e prazerosa.

Gazato – 29/06/2011

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